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Em meio à tensão, Mabel volta à Câmara para prestação de contas

de catalaonews


29 de junho

Prefeito retorna ao Legislativo no dia 29 de junho para apresentar os resultados do primeiro quadrimestre de 2026

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Em meio a um cenário ainda marcado por desgastes, o prefeito Sandro Mabel (UB) volta à Câmara Municipal de Goiânia no dia 29 de junho para prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre de 2026. A data foi definida pelo presidente da Comissão Mista da Casa, vereador Cabo Sena (Mobiliza). A apresentação dos números ocorre na esteira de episódios que ampliaram cisão entre os vereadores e a administração municipal nos últimos meses.

Nos bastidores, o comentário é que os vereadores ainda aguardam a oportunidade de contestar o prefeito acerca das finanças do município. Isso porque, durante a última prestação de contas realizada por Mabel na Câmara, referente ao último quadrimestre de 2025, o prefeito deixou o Parlamento sem responder aos questionamentos dos vereadores. O episódio foi em março.

SAIBA MAIS:

Após a apresentação dos números, o gestor se retirou e deixou a cargo dos secretários municipais a tarefa de responder as perguntas dos vereadores. A postura foi alvo de críticas da oposição e também de integrantes da própria base governista.

Entre os principais críticos esteve o vereador Igor Franco (MDB), ex-líder do prefeito na Casa, que questionou o elevado número de contratos emergenciais firmados pela administração e apontou problemas relacionados à prestação de serviços públicos. As críticas, porém, não ficaram restritas à oposição. Naquele momento, vereadores de diferentes grupos da Casa classificaram a atitude como um gesto de desrespeito ao Parlamento.

A insatisfação se arrastava desde janeiro quando Mabel não compareceu à primeira sessão legislativa de 2026 e enviou a vice-prefeita Cláudia Lira para representá-lo. Com as galerias lotadas, a vice-prefeita fez uma breve fala e deixou o plenário logo em seguida, alegando a necessidade de cumprir uma outra agenda. A situação marcou o primeiro atrito ocorrido já na arrancada dos trabalhos deste ano.

Afronta

A prestação de contas prevista para esse mês ocorre na esteira de uma outra queda de braço envolvendo a tramitação de matérias consideradas prioritárias pelo Paço. Recentemente, a gestão Mabel avaliou a possibilidade de avocar processos já enviados à Câmara na tentativa de destravar os textos e garantir a celeridade das votações.

Prefeito deixou o plenário na última prestação de contas. Vereadores ainda aguardam a oportunidade de questioná-lo (Foto: Reprodução)

Com isso, os projetos poderiam ser encaminhados a outras comissões caso um parecer não fosse apreciado em até dez dias. A simples discussão sobre a possibilidade de adoção dessa medida foi interpretada por parte dos vereadores como uma tentativa de afrontar o Legislativo. Por fim, o prefeito recuou da ideia.

Fato novo

Agora, interlocutores do Paço já articulam para garantir uma autorização da Câmara para contratação de empréstimo de R$ 310 milhões. O recurso será destinado à execução da segunda etapa do Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (Puama II). A operação de crédito será realizada junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com garantia da União.

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O projeto foi encaminhado ao Legislativo na última quinta-feira (11/6) e já é avlo de desconfiança de parte dos vereadores. Nos corredores da Câmara, parlamentares avaliam que a aprovação pode gerar desgaste político em pleno ano eleitoral. O receio ganha ainda mais força em um contexto em que mais da metade dos vereadores são pré-candidatos.

Enquanto o grupo político ligado ao prefeito considera a proposta uma prioridade absoluta para as próximas semanas, lideranças da oposição defendem uma discussão mais ampla sobre o tema. Entre as possibilidades em análise está a realização de audiências públicas para debater o assunto, o que, consequentemente, vai dilatar o prazo estimado pela prefeitura para aprovação do pedido.

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