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Prefeito é acusado de ameaçar servidores por apoio Flávio

de catalaonews


Servidores acusam o prefeito de Campestre do Maranhão (MA), Fernando Bermuda (PSB), de ameaçar os funcionários da prefeitura de demissão, caso eles não apoiem Flávio Bolsonaro (PL) na eleição ao Planalto. Conforme apurado pelo Metrópoles, na sexta-feira (7), o político disse que quem votasse no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria “na rua”.

Em uma mensagem de 4 de agosto obtida pela reportagem, o gestor convoca os trabalhadores para um evento religioso que abriu as atividades do segundo semestre e faz ameaça. “Vamos ao culto hoje na Assembleia de Deus. Todos Flávio Bolsonaro. Quem votar em Lula após a eleição tá na rua”, escreveu.

O texto foi enviado em grupos e canais de transmissão. Mas, além das mensagens, servidores confirmam que as ameaças são recorrentes. Um funcionário, que pediu anonimato, afirmou que o assédio moral é constante. “Ele sempre foi assim, só fala com os funcionários na base da ameaça e da ignorância. Todos têm que fazer só as vontades dele. Se não fizer, é perseguido. A gente aguenta porque precisa do emprego, precisa sustentar a família. Mas é muito humilhante a forma como somos coagidos com frequência.”

Também foi feita uma música com inteligência artificial que circula nos grupos do município com a mesma mensagem. Em trecho da canção, é dito: “Já vou avisar, quem não apoiar o Flávio, já pode arrumar a mala e ir para a obra.”

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Conforme a legislação, a prática de ameaça de demissão a funcionário em caso de derrota nas eleições é crime de assédio eleitoral. Além disso, o artigo 300 do Código Eleitoral prevê o pagamento de multas e detenção de até 6 meses nessas situações. A atuação também pode configurar abuso do poder político pela Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997).

O Mais Goiás não conseguiu contato com o prefeito. Caso haja interesse, o espaço está aberto.

(Foto: Reprodução)



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